JAPÃO E O CASO SEITO-SAKAKIBARA (酒鬼薔薇 聖斗)

| domingo, 26 de fevereiro de 2017 | 0 Comments |

Um dos mais sinistros casos envolvendo crianças psicopatas assassinas ocorreu no Japão. Tudo começou no dia 15 de Março de 1997, quando Ayaka Yamashita de 10 anos de idade, foi encontrada morta em um beco na cidade de Kobe.

Ela havia sido espancada até a morte com uma barra de ferro. E 3 outras garotas foram atacadas na mesma região. Elas descreveram o atacante como um “menino”.

Um mês depois, em 27 de maio de 1997, um estudante de 11 anos chamado Jun Hase desapareceu na frente do portão do colégio.

Sua cabeça foi encontrada 3 dias depois pelo zelador um pouco antes dos estudantes entrarem. O estudante foi decapitado com uma serra manual e para dar um ar de filme de terror ao assassinato, havia um bilhete dentro da boca da vitima, escrito com tinta vermelha.

“Isto é o começo do jogo..Policiais detenham-me se puderem...Desejo desesperadamente ver pessoas morrendo. É uma excitação, para mim, assassinar. É necessário um julgamento sangrento para os meus anos de grande amargura.” Dizia o macabro bilhete.

O assassino também usou um símbolo de cruz na carta, símbolos semelhantes foram encontrados pintados nas paredes perto da escola secundária onde a cabeça de Jun Hase foi encontrada. Além disso 2 gatos mutilados também foram encontrados do lado de fora do portão principal da escola secundária onde a cabeça do garoto foi encontrada.

Fontes policiais disseram que carcaças de gatos mutilados também foram encontrados perto das duas outras cenas do crime antes que os ataques ocorressem.

O assassino assinou o bilhete com caracteres (酒鬼薔薇 聖斗) que foram traduzidos como “Seito-Sakakibara”. Esses mesmos caracteres na língua japonesa possuem os significados de álcool, demônio, santo e luta. Também pode ser visto no bilhete que o assassino escreveu (erroneamente) em inglês “shool killer”.

Certamente ele queria escrever “school killer” (assassino da escola). Os policiais comentaram que o estilo dos assassinatos e do bilhete encontrado no corpo do menino Hase eram semelhantes ao caso do Assassino do zodiaco que acontecia em San Francisco.


                                         As Outras Cartas e Onibara:

Os crimes causaram pânico em Kobe e 1 mês depois o assassino enviou uma carta ao Jornal Kobe Shimbun: Um pedaço da carta dizia:

“Estou colocando minha vida em risco por esse jogo. Se eu for pego, provavelmente serei enforcado..A polícia deveria ser mais atenciosa e furiosa na minha busca..

E só quando mato sou liberado do ódio constante que sofro e posso alcançar a paz. Só quando causo sofrimento às pessoas eu posso amenizar minha própria dor.

E em traços largos na carta também citava outras coisas do Japão, que descrevia ''A educação obrigatória, que me tornou uma pessoa invisível''.

Esta segunda carta foi entregue em um envelope marrom carimbado, sem nome e endereço de retorno. Era uma carta de 3 páginas com aproximadamente 1400 palavras, e escrita também com tinta vermelha em caracteres traduzidos como "Seito-Sakakibara".

Os mesmos caracteres, que significavam álcool, demônio, santo e luta, os mesmos usados na primeira mensagem e que foi introduzida na boca de Hase.

No pânico inicial, os japonês traduziram o nome assinado pelo assassino como "Onibara" e sendo divulgado inicialmente dessa maneira, mas o assassino enfurecido pela confusão, Sakakibara escreveu nessa segunda carta, o seguinte: De agora em diante, se vocês..errarem meu nome, matarei 3 vegetais por semana..Se acham que só posso matar crianças, estão muito enganados.’”


                                             A Prisão:

Em 28 de Junho de 1997 Um estudante de 14 anos foi preso em sua casa, suspeito do assassinato de Hase. Logo depois de sua apreensão,o menino começou a ser chamado pelas autoridades como o "Garoto A" e ele confessou o crime e também o assassinato de Ayaka Yamashita de 10 anos, além do ataque das outras 3 meninas naquela mesma época.



Ele mantinha um diário onde registrava com detalhes os seus crimes e que estavam escrito:

“Realizei experimentos sagrados hoje para confirmar o quanto os seres humanos são frágeis. Eu acertei a menina (Ayaka Yamashita) com a barra de ferro quando ela se virou para mim. Acho que bati nela algumas vezes, mas eu estava muito excitado para lembrar o número de vezes que a acertei..

Esta manhã, minha mãe me disse: “Pobre menina. A menina atacada parece ter morrido”. Não há nenhum sinal de que serei pego. Eu te agradeço, ''Bamoidooki'', por isso..Por favor, continue me protegendo.”


                                             Análise:

O perfil da personalidade de Sakakibara é visto como um exemplo clássico de Psicopatia. Em uma análise do caso, o jornalista Gamal Nkrumah escreveu:

- A pior coisa sobre o caso de Sakakibara é que todos podem ter visto que algo não estava bem. Contudo nem sua família, nem o Japão perceberam os sinais indicadores.

-As crianças japonesas são confrontadas com uma educação e uma bateria de exames educacionais bem acima do que uma criança de 6 anos poderia aguentar, o seu desempenho determina eficazmente seu futuro inteiro, por isso logo cedo é decidido se irão a uma escola elementar boa, ou uma das escolas de estaduais (consideradas ruins).

- Os pais não têm nenhuma fé no sistema do estado, e a mãe de Sakakibara não era nenhuma exceção; ela pressionou os encarregados acadêmicos, mesmo que psicólogos a advertissem que seu filho era mentalmente instável.

- E em suas declarações, ele disse que matou seu colega como um ato de "vingança" contra o sistema escolar implacável.

Os analistas e os psicólogos encontraram inúmeras pertubações. Como um "Assassino Otaku", Sakakibara desde muito cedo vem percorrendo um trajeto violento, começou a carregar armas de corte quando ainda aprendia a escrever na escola elementar, e no seu diário escreveu: "eu diminuo minha irritação quando eu estou girando minha faca e minha tesoura como se fosse uma pistola."

Com 6 anos já estava torturando e matando filhotes de animais como se fosse um passatempo, e com 12 anos exibiu o que seria o extremo em relação à crueldade contra os animais, fazendo uma fileira de rãs em uma rua e passando sobre elas com sua bicicleta, e mutilando gatos e decapitando pombos.

E ocasionalmente, em uma busca no quarto de Sakakibara acharam diversas HQs, Mangás e animes, chamando a atenção pela falta de restrições etárias, méritos literários ou educacionais, havia repletas cenas jorrando sangue e crueldade. No Japão existe uma política de limite, onde os adultos devem ser responsabilizados por esse tipo de material, caso estejam em posse dos filhos, exceto quando o conteúdo desses material são leves.

                                    Depois do julgamento: 


Após 3 anos depois dos acontecimentos, a responsabilidade criminal no Japão baixou de 16 anos para 14 anos em conseqüência dos assassinatos de Sakakibara e por ser menor de idade ele não foi julgado como adulto e seu nome não foi divulgado. E ele ficou conhecido no Japão como “Garoto A”.


E passou 6 anos em tratamento em um hospital psiquiátrico e em 2003, ele foi julgado para ser "curado" de seu sadismo sexual e compulsão para matar.

Ele foi libertado em 10 de Março de 2004, aos 21 anos, sua libertação foi anunciada ao público e as famílias das vítimas seriam periodicamente notificadas de seu paradeiro.

A opinião pública foi contra a sua libertação, realizando um protesto exacerbado para que ele fosse para a prisão. E após o dia 01 de junho de 2004, o assassinato de Satomi Mitarai, que foi cometido por uma menina de 11 anos, cujo nome foi revelado apenas como "uma menina", desde então as discussões para uma futura revisão da lei
foram iniciadas.

Houve também algumas pessoas que declararam que Sakakibara foi injustamente acusado. Entre eles estavam Shojiro Goto, um advogado especializado em casos de falsas acusações e Hidehiko Kumagai, e Nobuyoshi Iwata, o ex-diretor do Seito.

A liberdade de Sakakibara foi condicional e supervisionada e durou apenas até o dia 31 de dezembro de 2004. E foi relatado que ele já não era mais obrigado a responder ao seu agente de condicional, e ele se mudou 2 vezes e em seguida desapareceu. Até mesmo o seu pai afirma que não tem notícias de seu filho desde o ano passado, e diz que não sabe onde seu filho está vivendo.

Hoje, o “Garoto A” é um homem livre e com uma nova identidade.

Fontes próximas do caso disseram que o ''Garoto A'' costumava ler notas escritas pelas famílias das vítimas e que gostaria de trabalhar para pagar uma indenização.

Aparentemente ele foi curado. Será ? Com sua identidade protegida pela Justiça O Assassino de Kobe poderia estar em qualquer lugar...e talvez à espera para atacar novamente.

[+16] DEPRESSÃO!

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A DEPRESSÃO SE ARRASTA SOBRE VOCÊ SILENCIOSAMENTE, NO INICIO VOCÊ LUTA CONTRA AS COISAS PEQUENAS, MAS NORMALMENTE VOCÊ ESCOLHE IGNORÁ-LAS.

É COMO SE FOSSE UMA DOR DE CABEÇA QUE VOCÊ INSISTE EM DIZER QUE É TEMPORÁRIA, E QUE VAI PASSAR E QUE É SÓ MAIS UM DIA RUIM, MAS NÃO É.
E VOCÊ ESTÁ PRESO NESSE ESTADO MENTAL.

VOCÊ SE ACOSTUMA A COLOCAR UMA MÁSCARA SOCIAL E CONTINUA A VIVER EM MEIO AS PESSOAS, PORQUE É ISSO O QUE VOCÊ TEM QUE FAZER, É ISSO QUE OS OUTROS FAZEM.

NO ENTANTO O PROBLEMA NÃO PASSA, VOCÊ LUTA PARA SE LEVANTAR TODO DIA, E COMEÇA A FICAR MAIS DIFÍCIL A CADA DIA.

ENTÃO VOCÊ CAI MAIS FUNDO AINDA, E É AI QUE VOCÊ VAI AOS POUCOS SE AFASTANDO DA FAMÍLIA E AMIGOS, ÁS VEZES ACABA SE ISOLANDO COMPLETAMENTE.

TODA A SATISFAÇÃO VAI EMBORA. AS PEQUENAS COISAS QUE TE ALEGRAVAM SÃO AGORA SEM NENHUMA IMPORTÂNCIA, E MESMO AS TAREFAS MAIS SIMPLES SE TORNAM DOLOROSAS, ENTÃO COMEÇA A FALTAR MOTIVAÇÃO.

POR QUE CONTINUAR TENTANDO SE NADA TE FAZ FELIZ ? TUDO TE FAZ SENTIR AINDA PIOR, VOCÊ SE VÊ PRESO EM UM CÍRCULO VICIOSO, E SUBITAMENTE VOCÊ SE ENCONTRA VIVENDO EM CÂMERA LENTA. OS DIAS SE TORNAM INDISTINGUÍVEIS.

É APENAS UM RUÍDO BRANCO, APENAS UM PESO PREENCHENDO SUA CABEÇA E SE DERRAMANDO SOBRE SEU CORPO. VOCÊ SENTE QUE NUNCA SERÁ FELIZ NOVAMENTE.

VOCÊ CONTINUA A RECUAR E DESTRUIR RELACIONAMENTOS. VOCÊ SE ENVERGONHA DE TUDO O QUE FEZ, E TUDO O QUE VOCÊ NÃO FEZ.

HÁ UMA PARTE DE VOCÊ QUE QUER FAZER AS COISAS DIREITO, UMA SÚBITA ONDA DE POSITIVIDADE O FAZ QUERER SAIR E ENCONTRAR PESSOAS, MAS TUDO PASSA MUITO RÁPIDO POR QUE VOCÊ SABE QUE NÃO VAI FUNCIONAR DE QUALQUER MANEIRA.

AS COISAS QUE DEIXAM SEUS AMIGOS ANIMADOS, TE DEIXAM INDIFERENTE, E VOCÊ FICA CIENTE DO IMENSO ABISMO ENTRE VOCÊS.

E OUTRO FRACASSO, NÃO É UMA OPÇÃO, ENTÃO NO FIM, VOCÊ DECIDE FICAR SOZINHO NA SUA ZONA DE CONFORTO ONDE NINGUÉM FAZ NENHUMA PERGUNTA.

A BAIXA AUTOESTIMA E FALTA DE PROPÓSITO SE TORNAM COISAS INSUPORTÁVEIS.

E ENTÃO VOCÊ FINALMENTE PERCEBE QUE NÃO PODE CONTINUAR DESSE JEITO, E DUAS COISAS PODEM ACONTECER: OU VOCÊ DECIDE BUSCAR AJUDA, OU VOCÊ DECIDE TENTAR O SUICÍDIO.

CREEPYPASTA #36 - O LIVRO DE SATÃ

| domingo, 12 de fevereiro de 2017 | 0 Comments |


Miami Beach, 05/06/2003, 09:56 A.M

Querido diário, eu me mudei pra uma bela casa de praia, ela é linda! Nos mudamos faz 2 dias e estamos conhecendo a casa.

06/06/2003, 07:00 A.M

Eu estava andando pela casa e encontrei algo surpreendente, um porão embaixo do carpete da sala. Eu achei estranho pois o vendedor não nos falou que havia um porão em casa.

Eu peguei minha lanterna e entrei naquele cômodo estranho.

Lá havia na parede um circulo vermelho-vivo com uma estrela invertida. Eu chamei meus pais pra verem aquilo, mas quando entramos, o círculo não estava mais lá.

Os Meus pais me deixaram de castigo, e pior, 2 dias antes do meu aniversário!

07/06/2003, 08:26 A.M

Eu entrei de novo naquele porão e achei um livro, ele não tinha titulo e nele havia muitas orações que não eram pra Deus ou Jesus, mas sim pra um deus chamado Satã.

Eu resolvi esconder esse livro...os meus pais são católicos e eu já imagino a bronca que eles iria me dar se soubesse desse livro.

Após eu ler algumas paginas e ver uma horrível imagem no livro de um homem com cabeça de bode eu resolvi jogar o livro fora.

05:10 A.M

Eu tive o pior pesadelo da minha vida. Eu sonhei que estava perdido em uma floresta e o homem com cabeça de bode estava me perseguindo.

12/06/2003, 15:00 P.M

Eu estava tentando evitar pensar naquele horrível sonho que tive, mas eu recebi a triste noticia que meu pai sofreu um acidente de carro.

Eu fui ao hospital e vi o meu pai em um estado grave. Ele estava com uma grande lesão cerebral e estava em um pequeno estado de coma.

13/06/2003, 21:21 P.M

Hoje e sexta-feira 13 eu estava muito triste com meu pai.

Eu rezava muito pedindo perdão pra Deus e por ter aberto aquele livro e que meu pai melhorasse.

A minha mãe me chamou e disse que ia à mercearia e já voltava, ela saiu e eu fiquei sozinho em casa.

03:00 A.M

Minha mãe não voltou. Eu estou sozinho em casa, e em seguida, aconteceu um apagão.

Eu estou com minha lanterna, sozinho e indefeso. Eu acabei ouvindo uma risada assustadora e vi um vulto negro na janela.

Eu fui à janela e vi o homem com cabeça de bode na praia.

Eu tenho certeza que ele venho me buscar, eu estou deixando aqui meus últimos momentos. Se alguém achar meu diário, vou avisar uma coisa.

Se acaso vocês achar esse livro não abram, não toquem, se afastem antes que algo de horrível aconteça com você ou com a sua família.

O resto do diário foi queimado.

Nota do detetive: Foi encontrado esse diário ao lado de um corpo de um jovem. Nele estava o desenho do suposto assassino. P.S: O DESENHO E REAL!!!!!!!!

O PSICOPATA! (Welcome To Darkness) AUTORAL

| sábado, 4 de fevereiro de 2017 | 0 Comments |

Naquela noite eu estava sozinho na sala assistindo a um filme de terror, quando de repente ouvi barulho de alguém batendo na porta da minha casa.

Eu me levantei do sofá e fui até a porta, quando abri a porta não havia ninguém..bom eu achei que fosse as crianças fazendo brincadeira de bater na porta e sair correndo, mas e eu nessa hora nem me importei apenas fechei a porta e voltei para a sala e continuei vendo o filme.

Se passou mais ou menos uns 10 minutos depois e o meu telefone tocou, e eu novamente me levantei do sofá e atendi o telefone, mas no outro lado da linha parecia que não havia ninguém..só dava pra ouvir um leve chiado do outro lado da linha.

Eu desliguei o telefone e continuei vendo o filme, quando de repente alguém jogou uma pedra na janela da minha casa, eu me levantei assustado com aquilo e olhei pela janela..e não havia ninguém la fora.

Quando me virei de volta havia um homem magro e com uma mascara assustadora e ele me disse.

- Olá jovem chegou sua hora, vamos brincar.

E me acertou na cabeça, acho que era com um taco de basebol...eu não lembro muito bem..

Quando eu acordei eu estava aqui amarrado nessa cadeira...eu estou muito assustado e sem saber o que vai me acontecer...esse homem...esse homem é um psicopata!


O SUICÍDIO NO 10°ANDAR

| sexta-feira, 6 de janeiro de 2017 | 0 Comments |

Eu moro em um prédio de 10 andares e como qualquer outro dia eu fui trabalhar. E no fim do meu turno, fui comunicado pelo meu chefe que a empresa estava em crise e cortando gastos, e por isso eu estava sendo demitido.

Uma semana depois, usei todo o dinheiro que havia recebido por ser demitido e quitei a divida referente ao meu apartamento.

Depois disso nada mais deu certo na minha vida! Eu não conseguia arrumar emprego, e começaram as muitas e muitas brigas com a minha esposa.

Estava faltando tudo dentro de minha casa, desde fraldas até alimentos para meu filho. A minha mulher foi se desesperando e eu tomei uma decisão ruim: Eu iria começar a roubar!

Esperei o cair da noite, peguei uma faca e sai. Em uma rua deserta eu avistei uma mulher de meia idade ao longe, andando em minha direção e vi nela minha primeira vitima. Chegando mais perto respirei fundo, saquei a faca e fui ao encontro com a mulher:

- Anda mulher! Me da logo essa bolsa vai passando ou eu te mato aqui mesmo. vai logo solta essa bolsa!

A mulher me deu a bolsa e ficou paralisada. Antes de sair dali eu olhei nos olhos dela e vi o medo, o pavor e o pânico nos olhos dela.

Naquele momento comecei a chorar e devolvi a bolsa a ela e contei o que estava comigo.

Me desculpei novamente e virei as costas.

Nesse momento ela me chamou e ainda trêmula me deu uma nota de 20 reais. Eu saí dali chorando mais ainda.

E fui andando extremamente abalado e joguei a faca num bueiro ali perto. No dia seguinte, acordei decidido a acabar com aquilo tudo, escrevi um bilhete com os seguintes dizeres:

“Me Desculpa, mas foi tudo que consegui. Cuide bem do nosso filho." Coloquei o bilhete em cima da cama junto com o dinheiro que aquela mulher havia me dado e fui até o telhado do prédio. Então sentei na beirada preparado para pular.

Momentos depois ouvi passos atrás de mim, me virei e havia um homem alto, bem arrumado de cabelos curtos, olhos castanhos e de pele clara.

Ele sentou-se ao meu lado e começamos a conversar. Depois de um tempo ele disse:

- Pense como vai ficar seu filho e sua esposa... Se você pular, quem vai cuidar deles? então o estranho se levantou e disse: tenho que ir embora...mas antes ele me entregou um pedaço de papel com um endereço e disse que se eu quisesse conversar mais que poderia ir até a residência dele.

Depois de pensar muito no que havia acabado de ouvir, eu desci do telhado, tomei um banho e encontrei minha esposa acordada.

Não disse nada a ela, mas eu dei um beijo nela, um abraço e fui em busca de um emprego. Apesar deu ser pessimista, para minha sorte, encontrei um senhor disposto a me dar uma chance.

Ele disse estar abrindo um negócio e precisava de alguém para ser ajudante. Eu aceitei na hora.

15 dias depois, fui ao velho homem que havia me estendido as mãos, e pedi um adiantamento para comprar fraldas e alimentos.

Para meu espanto e surpresa ele me deu um pouco a mais do que havia pedido e disse que descontaria aos poucos do meu pagamento.

Algum tempo depois meu chefe, que vivia elogiando meu trabalho no estoque da loja, me promoveu e passei a gerenciar uma filial em um município vizinho.

E logo tudo estava indo bem na minha vida.

Em um feriado, eu estava pensando na conversa com Alessandro, peguei aquele pequeno papel e contei a minha esposa toda a história sobre o estranho que impediu o meu suicídio.

Disse a ela também que estava indo visitá-lo. E chegando ao endereço indicado no papel, fui até o portão e comecei a chamar por Alessandro.

Para minha surpresa, quem veio me atender foi meu chefe.

Notei que ele estava desconfiado! Fui logo cumprimentá-lo e voltei a perguntar por Alessandro. Pela primeira vez, desde de que o conheci, ele me respondeu com muita rapidez:

- Alessandro? De onde você o conhece meu filho? Quem te deu meu endereço?

Eu mostrei o papel e contei toda a história do meu encontro com Alessandro e como ele me impediu de pular do 10º andar do prédio.

Meu chefe ao ver o papel e reconhecer a letra do filho dele, me disse em lágrimas:

- O Alessandro morreu há 7 anos atrás, quando pulou exatamente do 10º andar de um prédio.

A VERGONHA

| segunda-feira, 26 de dezembro de 2016 | 0 Comments |
Os dias que longe vão me levar à tristes lembranças de meu afastamento obrigatório, através do aborto.

Ainda me recordo daquela noite, em que às pressas fui convocado para reencarnar, porque uma inexperiente jovem acabara de se entregar aos braços
de um rapaz que tanto amava.

O amor se realizara fecundo fora o óvulo na presença da vida, e a concepção se faziam e eu, de uma forma repentina, me via ligado àquela criatura que me receberia em seus braços, como filho querido.

Dias, semanas e meses se passaram. Agora, nada mais dava para esconder.

A notícia chegara ao conhecimento dos familiares que seriam meus avós maternos, e, por não quererem ver a família passar diante da sociedade por esse ato vergonhoso, obrigaram aquela jovem futura mãe me abortar.

Ela tinha duas escolhas: o aborto ou rua!

A inexperiente jovem, sem saber o que fazer, sozinha, diante de tão triste situação, porque já amava o pequenino feto que se desenvolvia dentro de suas entranhas, derramava lágrimas copiosas.

Não faltou, porém, quem não a aconselhasse: quase todos tinham a mesma opinião, parentes, vizinhos e amigos.

“Vamos, menina, o que você está esperando? Vá logo abortar essa criança, para que a mesma não venha ser a vergonha de sua tão honrada família”.

E, assim, na calada noite, senti frios aços vindo de encontro a mim, impulsionados pelas mãos de uma parteira curiosa, expulsando-me sem piedade.

E aqui termino mais um triste episódio da curta vida de um feto que foi denominado, “A Vergonha”.

SUICÍDIO FRUSTRADO!

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Quando eu acordei no hospital eu senti um grande pensar, aonde foi que eu errei ?

Eu senti vergonha também, eu queria muito tentar de novo mas eu me encontrava amarrado

Eu queria sair correndo mas eu estava muito sedado, quando meus pais me olharam eu senti muito por fazê-los sofrer...Já alguns que se diziam ser meus amigos me faziam sentir ódio..e os julgamentos me afetaram e piorou ainda mais a minha agonia...

Eu não via a hora de sair do hospital e acabar de vez com a minha dor frustração, vergonha, desespero e ódio...

Mas eu ainda estava com os tubos de ar, e com as cordas nos punhos e extremamente sedado.

Eu creio muito que isso seja pior que a morte.

E creio que isso seja o castigo por ter sido covarde, por ter sido egoísta...essa é a dor de um suicídio frustrado.